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Mobilidade urbana e transporte público

Mobilidade urbana e transporte público

Publicado, Janguiê Diniz Sexta, 24 de Maio de 2013

O crescimento acelerado do meio urbano tem causado dificuldades para as cidades em várias áreas e mais claramente nos setores de transporte, trânsito e meio ambiente. Os dois primeiros são premissas fundamentais para assegurar o pleno funcionamento dos municípios e têm sido alvo de exaustivas discussões sobre o que pode ser feito para melhorá-los.

A mobilidade urbana das grandes cidades brasileiras encontra-se, hoje, na situação em que está pela falta de priorização de sistemas de transporte de massa. Nos últimos dez anos, a frota de veículos do País dobrou, chegando a 60 milhões de unidades. O impacto nas vias urbanas é visível nas grandes cidades e em municípios de médio porte, que já sofrem com o caos dos engarrafamentos.

Investir e formatar sistemas de transporte coletivos inteligentes e funcionais, que ofereçam confiabilidade, velocidade, com custos acessíveis e segurança é essencial para a evolução contínua das cidades. Isso porque precisamos levar em consideração que a mobilidade urbana e transporte público são fatores estratégicos e que não podem ser desconsiderados dadas as possíveis conseqüências futuras.

Cidades como Curitiba e São Paulo foram pioneiras na implementação de vias exclusivas para o transporte coletivo, isso em meados da década de 80. Mais recentemente, outros estados começaram a investir no sistema, como é o caso de Pernambuco, com a implantação dos corredores Norte- Sul, Leste-Oeste e as vias exclusivas nas grandes avenidas do Recife. Curitiba obteve o maior destaque do País, servindo para muitas outras cidades no Brasil, como Porto Alegre e Goiânia.

O fato é que, pensando na Copa e Olimpíadas, o Governo Federal destinou cerca de R$ 32 bilhões para obras de mobilidade urbana pelo País. Isso significa o maior investimento feito no setor de transporte nos últimos 35 anos e esse investimento deve ser priorizado com o intuito de se transformar em benefícios reais à população. A adoção do BRT (Bus Rapid Transit), ou do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), a criação de corredores exclusivos para o transporte coletivo e a expansão dos metrôs são medidas que estimulam o uso do transporte coletivo pela população, reduzindo o uso do veículo individual.

Economicamente, o sistema BRT, que deu certo em Curitiba, é a opção de transporte que proporcionará o melhor para a sociedade em termos de mobilidade urbana e meio ambiente, já que, entre outras vantagens, custa entre 4 e 20 vezes menos que o VLT e até 100 vezes menos que o sistema de metrô.

Caro leitor, o transporte público eficiente é a solução para a maior parte dos problemas no trânsito das grandes cidades brasileiras. Sem a priorização desse tipo de transporte pelos gestores locais, não haverá mobilidade urbana nas grandes cidades. Faz-se necessário, então, que as políticas públicas sejam orientadas nesse sentido. É preciso promover a renovação efetiva do transporte coletivo. Apenas assim o hábito do veículo individual acabará.

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