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Perspectivas econômicas para 2015

Perspectivas econômicas para 2015

Publicado, Janguiê Diniz Sexta, 05 de Dezembro de 2014

Faltando pouco para a chegada de 2015, os especialistas começam a fazer analises e projeções para o próximo ano. Um dos setores mais preocupados com essas perspectivas é a economia. A forte desaceleração da economia brasileira neste ano surpreendeu os economistas e é uma unanimidade entre eles que 2015 será um ano difícil.

Esse pessimismo é justificado pelas sucessivas quedas no crescimento econômico deste ano. No segundo trimestre de 2014, a economia brasileira encolheu 0,6%, entrando em recessão técnica pela primeira vez desde a crise econômica mundial de 2008.
Olhando para determinados setores, fica clara a preocupação dos economistas. A previsão de crescimento do comércio exterior, por exemplo, no início do ano de 2014 era de 4,7%. Durante o ano a projeção diminuiu para 3,1%. Já para 2015, a estimativa já foi calculada de 5,3% para 4%.

Para entendermos: do total de bens exportados pelo Brasil, 35% restantes são de manufaturados, sendo que a metade vai para a América do Sul. A Argentina é a nossa maior compradora, ficando com 20% desse total. No entanto, a economia argentina já está em recessão, e terá que reduzir as importações e consequentemente, nossa economia será afetada.

É correto afirmar que o problema brasileiro decorre, também, da dificuldade em recuperar o nível de crescimento devido aos nossos problemas estruturais. É de conhecimento comum que não temos estrutura para escoar facilmente nossos produtos e o fato de o país ter passado a década de 1990 sem investir em infraestrutura provocou graves problemas, resultando em baixa competitividade.

Executando essas ações, é possível que a economia volte a crescer entre 3% e 4%. Sem isso, provavelmente não chegaremos a 2% de crescimento. O Brasil ainda é um país atrativo e seguro para se continuar investindo, mesmo que com cautela. Não podemos ter como exemplo, nesse campo, a China – que amplia seu mercado consumidor com a utilização de baixos preços.

Temos que investir em infraestrutura, nas reformas tributária e trabalhista, e também reduzir a excessiva burocracia. Este último item é essencial – de acordo com um relatório Doing Business 2014, publicado pelo Banco Mundial, o Brasil ocupa a 116ª posição de um ranking com 189 países, considerando a facilidade para fazer negócios em cada um deles.

É preciso aproveitar 2015 para reorganizar o País e depois voltarmos a crescer economicamente. Entretanto, para isso, é preciso que todos façam os seus papéis, inclusive o Governo.

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