Segundo episódio da 4ª temporada levou os competidores a discutir uma das decisões mais difíceis da gestão: diante de um caixa apertado, é melhor vender mais ou reduzir custos?
A segunda semana da 4ª temporada do Batalha das Startups – O Código dos Obstinados colocou os empreendedores diante de um dos desafios mais recorrentes da vida empresarial: a gestão do fluxo de caixa e do capital de giro. Em uma disputa que exigiu capacidade de argumentação, visão estratégica e tomada de decisão, os participantes precisaram responder a uma pergunta comum a negócios de diferentes portes: quando o caixa aperta, é hora de vender mais ou cortar custos?
Ao final do episódio, três dos quatro competidores foram eliminados, e apenas Guilherme D’Angelo, da Popular Pet, garantiu a permanência na competição.
A disputa começou com a Mesa de Pitch, em que cada empreendedor teve 60 segundos para apresentar sua startup. Janguiê Diniz avaliou critérios como clareza, objetividade, comunicação, segurança, presença e poder de convencimento. A etapa não eliminava participantes, mas valia uma JD Cash, moeda utilizada no decorrer do game para garantir vantagens, como a compra de tempo adicional durante os desafios.
Entre os negócios apresentados estava a Popular Pet, de Guilherme D’Angelo, voltada ao atendimento de tutores e animais de estimação em cidades pequenas do interior. Segundo o empreendedor, a empresa conta com 24 unidades físicas, seis hospitais veterinários, plano de saúde pet e uma plataforma integrada a marketplaces. Guilherme também informou que o negócio fatura mais de R$ 150 milhões e possui um plano de expansão para mais de 1.200 localidades.
Luiz André Moreira da Silva apresentou a Nora, uma inteligência artificial desenvolvida para auxiliar mães atípicas por meio do WhatsApp. Durante o pitch, ele explicou que a plataforma oferece suporte a partir das informações fornecidas pelas próprias mães, sem realizar diagnósticos, prescrever ou indicar medicamentos. O empreendedor também revelou que a startup ainda estava em fase de MVP e não havia iniciado o faturamento.
Já Gabriel Cunha apresentou a Signa, plataforma de videochamadas para empresas que utiliza um copiloto de inteligência artificial para auxiliar equipes comerciais durante as vendas. Segundo Gabriel, a tecnologia acompanha o vendedor durante as chamadas e contribui para identificar e responder a objeções. Fundada três meses antes, a empresa já teria alcançado R$ 144 mil em faturamento, valor obtido, segundo o empreendedor, em apenas 20 dias.
O quarto participante, Mozart Estrela, levou ao palco o O + Solidário, negócio voltado à inclusão educacional. A empresa conecta estudantes a oportunidades de descontos em instituições de ensino. Mozart destacou números do negócio, como R$ 1 milhão em faturamento e 20 mil estudantes matriculados, além de afirmar que 67% dos estudantes atendidos são mulheres e mães de família.
Na disputa pela JD Cash, Mozart Estrela foi reconhecido por Janguiê Diniz como o destaque da Mesa de Pitch e conquistou a vantagem para a etapa seguinte.
Venda ou corte de custos?
Na sequência, os empreendedores encararam o Sparring, conduzido pelo empresário e mentor Guto Galamba, convidado especial do episódio. A dinâmica colocou em discussão uma situação recorrente na gestão de empresas: diante de um momento de caixa apertado, o empreendedor deve concentrar esforços em aumentar as vendas ou partir para o corte de custos?
Mantendo a lógica do programa, Janguiê Diniz apresentava a pergunta e cada participante tinha 60 segundos para responder. Guto Galamba avaliava os argumentos apresentados, e as notas eram somadas à pontuação obtida na Mesa de Pitch. Apenas os dois melhores colocados avançariam para a próxima etapa.
Mozart Estrela defendeu que o primeiro passo deveria ser identificar a origem do problema antes de tomar decisões como o corte de custos. Para ele, a redução de despesas deveria ser considerada como última alternativa, depois de uma análise dos processos internos e das possibilidades de ampliar as vendas. Guto Galamba avaliou que faltou objetividade à resposta e questionou como a estratégia poderia ser aplicada de forma mais clara.
Guilherme D’Angelo também destacou a importância de realizar um diagnóstico antes de agir. A partir de sua experiência à frente da Popular Pet, afirmou que buscaria inicialmente aumentar as vendas de produtos e serviços com maior margem e, posteriormente, avaliaria a necessidade de redução de custos.
Luiz André Moreira da Silva apostou na inovação e na tecnologia como ferramentas para enfrentar um cenário de caixa apertado. O empreendedor defendeu a identificação de gargalos, a melhoria de processos e o uso de tecnologia para potencializar as equipes, em vez de concentrar a estratégia exclusivamente na redução de despesas. Guto Galamba questionou alguns pontos da proposta, especialmente a relação entre investimento em tecnologia, estrutura de equipe e redução de custos.
Gabriel Cunha foi mais direto ao defender que, diante de um caixa pressionado, o empreendedor precisa encontrar caminhos para vender mais. Guto considerou que a resposta poderia ter sido aprofundada com exemplos e uma contextualização que demonstrasse como a estratégia poderia ser aplicada por outros empreendedores diante de uma situação semelhante.
Ao final da rodada, Luiz André Moreira da Silva, da Nora; Gabriel Cunha, da Signa; e Mozart Estrela, do O + Solidário, foram eliminados da competição. Guilherme D’Angelo, da Popular Pet, segue na disputa.
A 4ª temporada do Batalha das Startups – O Código dos Obstinados reúne 32 empreendedores em uma disputa que combina estratégia, conhecimento, liderança, comunicação e capacidade de decisão. Ao longo da competição, os participantes são submetidos a desafios que colocam à prova não apenas seus modelos de negócio, mas também sua preparação para enfrentar situações reais do mercado. A temporada distribui R$ 2 milhões em prêmios. O Batalha das Startups – O Código dos Obstinados vai ao ar todos os sábados, às 21h15, na Record News, durante quatro meses.