Os cursos de graduação da área, que já tiveram grande prestígio e forte demanda, enfrentam um visível desinteresse por parte dos jovens
O Brasil vive um momento preocupante em relação à formação de engenheiros. Os cursos de graduação da área, que já tiveram grande prestígio e forte demanda, enfrentam um visível desinteresse por parte dos jovens. Essa tendência ameaça não apenas a continuidade de uma tradição acadêmica, mas, sobretudo, a capacidade do país de sustentar projetos estratégicos e manter sua competitividade em um cenário global que exige cada vez mais inovação, tecnologia e infraestrutura de qualidade.
Embora a situação esteja escalando em visibilidade, seu mapeamento não é recente. Desde 2006, instituições vinculadas à engenharia, como a Federação Nacional de Engenheiros (FNE) e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), têm alertado para a escassez de profissionais no setor. Em 2011, elas estimaram um déficit de 150 mil engenheiros no país, evidenciando não apenas um desequilíbrio entre oferta e demanda profissional, mas também a urgência de intervenções estruturais para assegurar a capacidade técnica nacional de planejamento, execução e inovação.
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