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Política educacional - Por uma educação pluralista

Publicado, Janguiê Diniz Sexta, 02 de Fevereiro de 2007

\"O chamado estudo crítico da realidade, do qual os marxistas sempre se orgulharam de ter criado, mas nunca o fizeram de fato, só poderá efetivamente ser desenhado quando for levada em consideração a exposição aos alunos dos mais variados amálgamas ideológicos e do estudo dos seus conflitos, fazendo com que os estudantes sejam apresentados aos clássicos no seu original e não por suas interpretações.\"

"O chamado estudo crítico da realidade, do qual os marxistas sempre se orgulharam de ter criado, mas nunca o fizeram de fato, só poderá efetivamente ser desenhado quando for levada em consideração a exposição aos alunos dos mais variados amálgamas ideológicos e do estudo dos seus conflitos, fazendo com que os estudantes sejam apresentados aos clássicos no seu original e não por suas interpretações."

Política educacional fundamentada no ideário marxista, promoção de educação patriótica e a formação comunista das novas gerações, preparação militar, censura à criação artística que seja contrário aos ideários do governo. As diretrizes fazem parte do Capítulo V da Constituição cubana, referente à política educacional da ilha de Fidel Castro. E desse país que o governo brasileiro está importando um método de ensino.


Uma metodologia cubana de alfabetização já está sendo implantada no Brasil em caráter experimental em cidades do Piauí. O argumento do governo é de que se trata de um modelo eficaz, por sua rapidez em conseguir alfabetizar crianças e adultos, de que o sistemajá conseguiu excelentes resultados nas escolas venezuelanas.
Para compreender a "velocidade" desse modus operandi alfabetizador de Fidel Castro, nós recorreremos a alguns teóricos marxistas da educação — de Vygotsky a Paulo Freire. A totalidade desses teóricos construiu seus paradigmas sobre esquemas fechados de pensamento. Para estes, tudo pode ser enquadrado em um modelo interpretativo, onde o maniqueísmo é a tônica e a história do mundo, em suas mais variadas fases temporais, não passando da história da luta do bem contra o mal, dos tubarões contra os peixinhos. Ou seja, é simplista. Esse é simplista, é rápido. Será que é sobre essas prerrogativas às quais entregaremos as mentes férteis de nossos filhos?
Que fique bem claro, todavia, que não me refiro ao expurgo dos autores citados, nem de qualquer tipo de proibição da utilização de ontologias da variante marxista. Apenas, ninguém honesto ou em sã consciência pode concordar com a utilização de um método pedagógico que se arroga o direito de doutrinar alunos dentro de esquematismos ideológicos, transformandoos em "soldadinhos da revolução".

O chamado estudo crítico da realidade, do qual os marxistas sempre se orgulharam de ter criado, mas nunca o fizeram de fato, só poderá efetivamente ser desenhado quando for levada em consideração a exposição aos alunos dos mais variados amálgamas ideológicos e do estudo dos seus conflitos, fazendo com que os estudantes sejam apresentados aos clássicos no seu original e não por suas interpretações.


Mas para o educandário cubano, os alunos nada mais são do que receptáculos passivos, onde caberia ao professor inculcar sobre os estudantes todos os desígnios revolucionários. Rejeitemos essa idéia com fervor o quanto antes, ou suas conseqüências serão nefastas para as futuras gerações.

JOSÉ BEZERRA DINIZé Procurador Regional do Ministério Público do Trabalho em Pernambuco, ex-Juiz Togado do TRT da 6a Região, Especialista em Direito do Trabalho - UNICAP, Especialista em Direito Coletivo - OIT - Turim - Itália, Mestre em Direito - UFPE, Doutor em Direito - UFPE, Professor efetivo da Faculdade de Direito do Recife - UFPE, Professor Titular de Processo Trabalhista da Faculdade Maurício de Nassau, Presidente do Instituto Brasileiro de Estudos do Direito.

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